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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Enganação Nacional do Ensino Médio – ENEM




Cansados de tanto descaso mais de 150 estudantes caruaruenses foram às ruas no dia 16 de Novembro, junto com a União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru – UESC e União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco – Uespe reivindicar por melhores condições na realização do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM e denunciar o caos no Sistema Educacional do nosso país, ressaltando o erro das provas amarelas.

Com muita irreverência e disposição os estudantes pintaram os rostos de verde e amarelo, nariz de palhaço e com muita palavra de ordem tiveram o apoio da sociedade e chamaram a atenção de quem passava pelas ruas e do comércio, no centro fizeram um grande circulo fechando o trânsito por mais de 10 minutos.

Em caminhada seguimos em direção ao Ministério Público Federal onde foi entregue um documento com pedido de abertura de processo de auditoria no Exame.

Fica mais claro do que nunca que o Enem é um processo seletivo que exclui o estudante da universidade e que a cada ano a desorganização aumenta, por isso todos os estudantes precisam se unir e ir às ruas lutar pelo Livre Acesso à Universidade e por mais verbas para educação.

“Eles estão ENEM aí para gente!”

Uesc e Comissão de Organização do Protesto.

Mais uma manifestação da ARES-ABC! Mais vitórias para os estudantes!




No dia 26 de agosto, a ARES-ABC realizou sua primeira passeata em São Bernardo do Campo, lançando a campanha do Passe-livre no ABC e pelo livre acesso a universidade. Porém, tal passeata contou com muita repressão por parte das Direções das Escolas, então a manifestação seguiu para a Diretoria de Ensino, onde denunciamos a repressão das direções, além de mostrarmos os problemas de estrutura de várias escolas que estavam na passeata.

Logo depois que uma comissão de estudantes, junto com a direção da ARES-ABC, realizaram uma reunião com representantes da Secretaria de Ensino, a direção da ARES reuniu-se com a prefeitura a respeito do Passe-Livre. A Prefeitura de São Bernardo do Campo se comprometeu em responder-nos em 30 dias a partir daquela data. Porém já se passou quase três meses e não tivemos resposta ainda, mesmo indo buscá-la.

Então, a ARES-ABC realizou outra passeata para mostrar a prefeitura que eles teriam que nos responder, a nós e a mais de 150 estudantes que ocuparam a sessão pública na Câmara dos Vereadores de SBC, durante a intervenção da diretora de grêmios da UBES e Tesoureira da ARES-ABC Gabriela Soares Valentim, exigindo que os vereadores dessem-nos a resposta do Passe-Livre. A sessão foi interrompida para que fosse realizada uma reunião com os vereadores, membros da Presidência da Câmara e uma comissão de 10 estudantes, representando as escolas e denunciando mais problemas de estrutura nas escolas, como a convivência dos estudantes da E.E. Luiza Colaço com ratos e pombas, além de comerem pão puro como lanche; estudantes da E.E Omar Bassani que sofrem com poeira e lama em frente a escola, além do grêmio sofrer repressão da diretoria; estudantes da E.E. Célio L. Negrini, que muitos estudantes não terem acesso ao pátio escolar na hora do intervalo; e estudantes da E.E. Maria Cristina Miranda, que pararam de ter q pagar provas, mas agora serão obrigados a copiá-las.

Apesar da quantidade de estudantes na manifestação ter sido muito menor em relação a primeira, e estudantes da escola Negrini terem andado a pé do Jd. Areião até a Praça da Matriz, no centro de São Bernardo, a manifestação teve muitas vitórias significativas para a nossa luta: foi aprovado no Fórum um debate mais profundo sobre a situação das escolas públicas; será agendado uma reunião com a Prefeitura de São Bernardo a respeito do Passe-Livre e do asfaltamento da rua da escola Bassani; será agendada uma audiência pública com a Secretaria Estadual de Educação com entidades estudantis e vereadores de São Bernardo a respeito da falta de professores nas escolas e problemas de estrutura; foi agendada pela Presidência da Câmara uma reunião com a Diretoria de Ensino em relação ao problema da escola Maria Cristina; e também conseguimos uma boa repercussão na mídia regional.

Essa manifestação dos estudantes, mesmo parecendo tão pequena, mostrou-se forte o bastante para mostrar a nossa voz , mostrar que temos força e organização, e que, se nas próximas manifestações tivermos mais estudantes combativos, podemos aumentar a luta do movimento estudantil na região e ter muitas e maiores vitórias, sempre ao lado e pelos interesses dos estudantes.


PASSE LIVRE NO ABC!
PELO FIM DA FALTA DE PROFESSORES!

Nossa passeata nos jornais regionais:
http://www.jornalabcreporter.com.br/noticia_completa.asp?destaque=11544

http://www.camarasbc.sp.gov.br/Noticias/4902/camara-de-sao-bernardo-atende-estudantes-e-convocara-estado-para-discutir-educacao.aspx

http://www.dgabc.com.br/News/5840161/estudantes-de-s-bernardo-protestam-por-passe-livre.aspx

A luta não pode parar!

Mais de 100 estudantes do Campus de Fortaleza do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE participaram no dia 04 de novembro de 2010, da manifestação organizada pelo Grêmio Estudantil; os Centros Acadêmicos de Engenharia Mecatrônica e Desporto e Lazer; Movimento Rebele-se e a União Nacional dos Estudantes.

O Ato teve como objetivo protestar os 04 anos de promessas da Reitoria, na construção do Restaurante Universitário – R.U., pois a realidade é que todos os semestres, a maioria dos estudantes paga até R$ 6,00 por refeição todos os dias, e os que não têm condições almoçam uma jarra de suco com dois salgados nas lanchonetes em frente o IFCE. Um absurdo!

Cansados dessa enrolação por parte da administração superior, os estudantes exigiram: 1. A construção imediata do R.U até o dia 04 de novembro de 2011. 2. Que até a construção do restaurante, a reitoria, viabilizasse a alimentação dos estudantes no R.U da UFC – Campus Benfica, e caso a UFC não se prontificasse ajudar os estudantes do IFCE, a reitoria utilizasse por meio de quentinhas até a construção do R.U.

Além, da pauta do R.U, o movimento também reivindicou, o livre acesso dos estudantes aos livros da biblioteca, além do acesso de busca via informatização, com intuito de acelerar o aluguel do livro ao estudante.

A terceira reivindicação é a garantia das salas para as entidades estudantis (grêmio e os centros acadêmicos) poderem organizar as suas atividades e ter direito da livre organização estudantil garantida por lei federal.

Depois de muita palavras de ordem “ Ousar lutar, ousar vencer ,pelo R.U essa luta é pra valer”, “ Um, dois, três, quatro cinco mil aqui está presente o movimento estudantil”, o Reitor Cláudio Ricardo recebeu o abaixo-assinado com mais de 400 assinaturas dos estudantes e relatou que o projeto arquitetônico do R.U está quase concluído.

Sobre a emenda parlamentar no valor de 300 mil reais conseguidos pela última gestão do DCE (Rebele-se), através do Deputado Federal Eudes Xavier, estava sendo comprados os equipamentos da cozinha, e que até final de dezembro, a empresa que ganhou a licitação começaria as obras.

Sobre a Biblioteca, o Diretor de Campus Fortaleza, Prof. Moisés Mota, declarou que no final de dezembro teria um planejamento da instituição, que discutirá as mudanças da biblioteca: A ampliação do espaço físico, a compra de novos livros e equipamentos de segurança.

No final da manifestação foi tirada em consenso com a Reitoria, uma comissão de estudantes (Edson – S1/ Matemática; Mardeson – P1/ Eletro; Grêmio Estudantil; Centro Acadêmico de Mecatrônica e Desporto e Lazer, Diretório Acadêmico de Química e Meio Ambiente), que terá o papel de se reunir na próxima semana e acompanhar o andamento prático das reivindicações colocadas no abaixo- assinado.

Depois, os estudantes comeram o bolo e realizaram uma feijoada demostrando que estudante organizado garante o seu almoço.

Portanto, somente com a nossa união e a luta poderemos conquistar que os nossos direitos sejam garantidos. Isso foi apenas um começo, pois acreditamos que o papel das entidades estudantis e do movimento estudantil deva ter uma postura de independência frente à Reitoria e os Governos, ou seja, a nossa autonomia é fundamental para que possamos estar mais forte e conquistar tudo o que temos direito!

Estaremos de olho! Pois a LUTA NÃO PODE PARAR!

Grêmio Estudantil; os Centros Acadêmicos de Engenharia Mecatrônica e Desporto e Lazer; Movimento Rebele-se, União Nacional dos Estudantes, Diretoria de Escolas Públicas da UBES.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESTUDANTES OCUPAM ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO CEARÁ



ORGANIZADOS PELA UESM (UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA), UEES (UNIÃO ESTADUAL DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DO CEARÁ), UESCA (UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE CAUCAIA), GRÊMIOS, DIRETORIA DE ESCOLAS PÚBLICAS DA UBES, EM DEFESA DA MEIA CULTURAL E DA MEIA INTERMUNICIPAL, 500 ESTUDANTES DAS ESCOLAS EEEM PRES. CASTELO BRANCO, EEPP JOAQUIM ALBANO, EEEM ADAUTO BEZERRA, EEFM PAULO FREIRE, EEFM DEPUTADO MANOEL RODRIGUES, ANCHIETA (MARANGUAPE), EEEM EDSON CORREIA (CAUCAIA), IFCE, OCUPARAM EM 21 DE SETEMBRO DE 2010 A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA.

OS ESTUDANTES CEARENSES APROVARAM EM 1994 A LEI N° Lei 4637/01,QUE GARANTE 50% DE DESCONTO EM CINENAS, ESTÁDIOS, CASAS DE SHOW, CÍRCOS. INFELIZMENTE ESSA LEI VEM SENDO ESTUPIDAMENTE VIOLENTADA. AS DENÚNCIAS VEM PRINCIPALMENTE DAS CASAS DE SHOW E ESTÁDIOS, QUE LIMITAM O NÚMERO DE "MEIAS", BAIXA O VALOR DO INGRESSO COMO SE FOSSE "MEIA PARA TODOS!" (TRADUZINDO :INTEIRA PARA TODOS!).

TODO MÊS DE OUTUBRO ACONTECE UM DOS MAIORES EVENTOS DO ESTADO - O CEARÁ MUSIC - E MESMO NESTE, OS ESTUDANTES PAGAM INTEIRA E AINDA PIOR: TODOS OS CARTÕES INGRESSO (BRAZUCA) SÃO MEIA. MUITA DESRESPEITO!!

É PAPEL DO GOVERNO DO ESTADO MULTAR AS EMPRESAS NEGLIGENTES E ISSO NÃO ACONTECE.

CADA ESTUDANTE DEVE DENUNCIAR NO PROCON E SE ORGANIZAR NO GRÊMIO DE SUA ESCOLA E NA UESM PARA FORTALECER ESSA CAMPANHA DE LUTA!

E MAIS: APROVAMOS A LEI NºLei 13.706, de 1º de dezembro de 2005, DA MEIA DAS MACROREGIÕES, AGORA QUEREMOS AMPLIAR ESSE DIREITO EM TODO O ESTADO DO CEARÁ Á EXEMPLO DA PARAIBA, ONDE JÁ EXISTE O BENEFÍCIO.

RESULTADO DO ATO: TEMOS UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA A SER MARCADA, DESDE SETEMBRO E JÁ ESTAMOS EM OUTUBRO, NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA . SE OS DEPUTADOS CONTINUAREM ENROLANDO OCUPAREMOS QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO.

TATIANE ALBUQUERQUE -PRES. UESM E DIRETORA DE ESCOLAS PÚBLICAS DA UBES

MLB ENTREGA 76 CASAS



NO DIA 10 DE OUTUBRO DE 2010 O MOVIMENTO POPULAR COMEMORA A ENTREGA DE 76 CASAS, DO CONJUNTO HABITACIONAL BÁRBARA DE ALENCAR 2, PELO MOVIMENTO DE LUTA NOS BAIRROS E FAVELAS.
ESSA LUTA SE INICIOU EM 2004 COM A OCUPAÇÃO DE UM PRÉDIO ABANDONADO DO INSS NO CENTRO DE FORTALEZA. A PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA PROMETEU ENTREGAR O CONJUNTO HABITACIOANL EM OUTUBRO, NÃO ACONTECEU E SE SEGUIU VÁRIAS LUTAS, MANIFESTAÇÕES, OCUPAÇÕES DAS SECRETARIAS DE INFAESTRUTURA-HABITAFOR E PMF-PREFEITURA MUNICIPAL DE FORTALEZA.
EM 2009 NO ANIVERSÁRIO DE FORTALEZA A OCUPAÇÃO DE OUTRO PRÉDIO ABANDONADO, DOM HELDER CÂMARA, NO QUAL TEVE APOIO DE VÁRIOS MOVIMENTOS, DCE CEFET-REBELE-SE, CA PEDAGOGIA, UESM (UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA), UEES (UNIÃO ESTADUAL ESTUDANTES SECUNDARISTAS DO CEARÁ), UJR (UNIÃO DA JUVENTUDE REBELIÃO), GRUPO FREI TITO, BANDA ACÍDO SINFÔNICO, QUE CONTRIBUIRAM NA DEFESA DA OCUPAÇÃO (COMO A VIGÍLIA), ARRECADAÇÃO DE MANTIMENTOS PARA AS FAMÍLIAS.
E VEM MAIS MOBILIZAÇÕES....
É MARCADO O DIA DA ENTREGA 30 DE JUNHO DE 2010, DEPOIS 30 DE JULHO...BASTA DE ENROLAÇÃO! O MLB TOMOU SUA AUTORIDADE E O POVO OCUPOU O QUE É SEU.
E COM MUITO ORGULHO A UESM PARTICIPOU DESSA HISTÓRIA E COMEMOROU NO ÚLTIMO DIA 10 DE OUTUBRO, JUNTO AOS COMBATIVOS COMPANHEIROS DO MLB COM MUITO FORRÓ E SUINGUEIRA.
E A LUTA CONTINUA POR MORADIA E DIGNIDADE, TANTO PARA O CONJUNTO HABITACIONAL QUE FALTA SANEAMENTO, ÁGUA ENCANADA, LUZ, COMO PARA AS CENTENAS DE FAMÍLIAS QUE NÃO TEM ONDE MORAR OU SÃO REFÉNS DOS ALUGUÉIS, E CONTINUAM A ESPERAR A "MINHA CASA E MINHA VIDA". SE VOÇÊ QUER CONQUISTAR SUA CASA PRÓPRIA E UMA VERDADEIRA REFORMA URBANA, JUNTE-SE AO MLB.
TATIANE ALBUQUERQUE, PRESIDENTE UESM E DIRETORA DE ESCOLAS PÚBLICAS DA UBES

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

BASTA DE DESRESPEITO! CARTEIRA DE ESTUDANTE NÃO É FAVOR, É DIREITO!


Há anos as entidades estudantis de luta vêm alertando a Prefeitura Municipal, em particular a Empresa de Transporte de Fortaleza (ETUFOR), acerca da burocratização do processo de emissão de carteira e da centralização do poder gerado pela revalidação das carteirinhas, bem como dos pagamentos efetuados pela Prefeitura das carteiras das escolas públicas (esse ano, por exemplo, não foi efetuado nenhum pagamento de carteira). O fato é que temos hoje em Fortaleza uma situação insustentável. Milhares de alunos sem carteira a exemplo da rede municipal e estadual (cerca de 70 mil alunos sem o documento), e milhares de estudantes que pagaram o documento e não receberam no prazo. Mas porque tanta burocracia?

Expliquemos. Há mais de 3 anos as carteiras estudantis da rede pública estão sendo revalidadas no transporte coletivo, gerando um grande número de documentos em circulação. Em virtude disso, não se têm o controle exato da circulação do ano corrente nem dos anos anteriores. O SINDIÔNIBUS, sindicato dos empresários ‘tubarões’, sempre desejam diminuir o número de carteiras para aumentar seus lucros, e para isso junto com a ETUFOR bloqueiam irresponsavelmente uma quantidade enorme de carteirinhas que eles chamam de “restritos”, alunos que não a utilizam diariamente. Por isso tantos alunos que estão regularmente matriculados que são obrigados a pegar essas longas filas para desbloquear sua carteira.

O outro caso também chamado de “restritos” são os alunos que pagam sua carteira, mas não a recebem porque o diretor da escola não confirmou no site da ETUFOR. Ora, embora seja necessária a confirmação, os alunos que solicitam a carteira devem ser considerados estudantes, caso aja de má fé, terão os documentos bloqueados. Mas, o que acontece é o contrário. Os documentos ficam presos na ETUFOR aguardando a escola confirmar. Como não há divulgação permanente, nem uma tecnologia adequada para essa confirmação, nem funcionários nas escolas específicos para esse trabalho, milhares de carteirinhas ficam empilhadas aguardando a liberação dos diretores das escolas.

Há muito tempo propomos que na matrícula do aluno em janeiro, os diretores enviassem por e-mail ou por CD um banco de dados para confirmação, mas nunca a ETUFOR aceitou essa proposta.

Além disso, o processo de confecção das carteiras é deveras burocrático. Vejamos. O aluno pega o formulário, paga a carteira, o aluno entrega o formulário na escola, a entidade o leva para a gráfica, a gráfica gera arquivo para confecção e envia para ETUFOR, a ETUFOR devolve para a gráfica, a mesma fabrica a carteirinha, entrega na ETUFOR (espera-se a confirmação da escola), a ETUFOR, então, entrega às entidades e por fim ao aluno. Como agüentar tanta burocracia?

Por isso, também propusemos uma simplificação do processo, no qual os alunos solicitem a carteira, a entidade as entregue e os estudantes possam desbloqueá-las nos terminais através de postos da ETUFOR. Assim, reduziríamos o tempo para no máximo duas semanas.

Não aceitamos, portanto, toda essa situação. Exigimos RESPEITO aos alunos que precisam exercer seu direito à MEIA PASSAGEM. Acreditamos poder realizar um importante papel na cidade de Fortaleza. Mas, para isso, é necessário e URGENTE mais responsabilidade e descentralização do Processo. Menos burocracia e mais confiança nos estudantes. Continuaremos lutando até conseguirmos!

CHEGA DE LONGAS FILAS!

CHEGA DE BUROCRACIA PARA CONFECÇÃO DAS CARTEIRAS!

AUTONOMIA E RESPEITO ÀS ENTIDADES ESTUDANTIS!

UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA - UESM

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Jornada Nacional de Lutas pelo Livre acesso à Universidade!

No mês de Agosto, estudantes do país inteiro organizaram uma Jornada Nacional de Lutas e ocuparam as ruas de dezenas de cidades de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Ceará e outros, para levantar a bandeira do Livre acesso à Universidade.

Em 2010 se inscreveram para fazer o ENEM 4 Milhões 611 Mil 441 estudantes de todo País, mas as Universidades Públicas no Brasil oferecem um total de vagas inferior à 270 Mil vagas, fazendo com que a maior parte da juventude brasileira fique excluída do Ensino Superior. Isso faz com que o ensino superior seja um privilégio, garantido apenas para aqueles com condições financeiras para pagar cursinhos pré-vestibulares e agora pré-Enem.

Essa exclusão da Juventude ao Ensino Superior se deve a falta de recursos destinados à Educação, prova disso é que o orçamento da Educação no País corresponde à 2,88% do total, enquanto o dinheiro que é desviado para os banqueiros através da dívida pública corresponde a 35%.

As mobilizações foram iniciadas no dia 11 de Agosto, com passeatas em João Pessoa, Caruaru e Fortaleza e tiveram seu ponto máximo dia 26 de Agosto com mobilizações de rua no Rio de Janeiro - RJ, São Bernardo do Campo SP, Belo Horizonte – MG, Maceió – AL, Petrolina - Pe e ocupação de reitorias em Recife (UFPE), João Pessoa (UFPB), Campina Grande (UFCG), Fortaleza (UFCE), Alagoas (UFAL).

Em todas as ocupações de Reitorias e na passeata do Rio de Janeiro, que foi até a Representação do MEC foi exigido que as reitorias e a REMEC-RJ enviassem por fax ao gabinete do Ministro da Educação, Fernando Hadad, a carta nacional da Jornada assinada pela União da Juventude Rebelião – UJR, pelos diretores da UBES eleitos pela Chapa Rebele-se e pelas Entidades Estaduais, Municipais e Regionais Representativas dos Estudantes: UESPE - União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco e entidades Filiadas, USEA – União Secundarista dos Estudantes de Alagoas e entidades Filiadas, UEES – União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Ceará e entidades Filiadas, UESB – União dos Estudantes Secundaristas de Belém / UESP – União dos Estudantes Secundaristas Potiguar / APES-PB – Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas e entidades Filiadas, AMES – Associação Municipal dos Estudantes de Teresina / UEST – União dos Estudantes Secundaristas de Timon (MA) / AMES-BH - Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte e entidades Filiadas, AERJ – Associação dos Estudantes do Rio de e entidades Filiadas, ARES-ABC – Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC e entidades Filiadas.

Além da bandeira do Livre Acesso à Universidade, em cada Estado estudantes levantaram bandeiras específicas:

São Paulo

Mais de 500 estudantes da região do ABC Paulista, organizados pela ARES-ABC, realizaram uma passeata no dia 26 de Agosto em São Bernardo do Campo pelo passe-livre no transporte público e por uma educação de qualidade nas Escolas Estaduais. Durante a mobilização a Secretaria de Educação e o Governo do PSDB orientaram as Direções das Escolas a reprimir os estudantes e tentar proibir a participação na passeata, chamando inclusive a polícia. Por essas razões a passeata teve incluída em suas bandeiras a defesa da democracia nas escolas e eleições para Diretor.

Rio de Janeiro

Organizada pela AERJ a manifestação combatia o projeto de carteira magnética do Governo do Estado chamado pelos estudantes de “Coleira eletrônica”, que tem como objetivo reprimir, monitorar e restringir o Passe gratuito dos Estudantes.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte a passeata contou com cerca de mil estudantes e exigia a aprovação da lei do Meio Passe, que já está em tramitação na Câmara Municipal. Apresentava também as propostas de mudanças dos estudantes ao Projeto, no sentido de garantir a aprovação do Meio-Passe para todos os estudantes, sem restrição e com a carteira que garante o direito sendo emitida pela AMES-BH.

Pernambuco

Aproximadamente 300 estudantes de Caruaru organizados pela UESC, fizeram uma passeata no dia 11 de Agosto defendendo a Meia-passagem intermunicipal. Dia 26, 300 Estudantes de Petrolina, organizados pela UESP defenderam também a meia inter-municipal e lutavam para que o direito à meia entrada cultural fosse respeitada, onde obtiveram uma importante vitória, a promotoria mandou uma carta para as casas de show e cinemas da Cidade obrigando que a lei fosse cumprida.

Paraíba

Dia 11 de Agosto, estudantes secundaristas da rede Estadual, organizados pela APES-PB, junto com estudantes da UEPB exigiram o Passe-livre e melhoria nas escolas da Rede Estadual.

Ceará

Dia 11 de Agosto cerca de 400 estudantes de Fortaleza, organizados pela UESM, foram à prefeitura exigir que fosse garantido o direito dos Estudantes de solicitar a emissão da carteira de estudantes para sua entidade. A prefeitura recebeu e graças a mobilização, atendeu a reivindicação dos Estudantes.

Alagoas

Dia 11 e 26 de Agosto estudantes foram às ruas levantando a Bandeira do Fora Collor, Ex-Presidente corrupto do Brasil que desviou dinheiro público para banqueiros e destruiu as Universidades Públicas e é candidato ao Governo de Alagoas.

Essa Jornada Nacional de Lutas mostra o poder de mobilização da Juventude brasileira. As Jornadas Nacionais de Luta sempre foram uma importante forma dos Estudantes Secundaristas brasileiros colocarem suas opiniões na Sociedade.

A UBES, entidade que completa 62 anos de Idade sempre esteve a frente dessas mobilizações, mas hoje, sua direção majoritária não cumpre com o papel de articular nacionalmente as lutas desenvolvidas nos Estados. Essa mobilização deixa claro que o movimento secundarista volta a conseguir a se articular nacionalmente e fazer, através de sua mobilização, sua voz ser ouvidas pelo país inteiro.

Cabe aos militantes combativos da União da Juventude Rebelião e das diversas entidades Estaduais, municipais, regionais e Grêmios Estudantis trazer de volta para o caminho da luta e da combatividade a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Gregorio Gould, Primeiro Vice-Presidente da UBES e Militante da UJR

* Fotos de Minas Gerais: Daniel Iglesias

** Fotos de Alagoas: Manuel Henrique

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ESTUDANTES DE CARUARU COMEMORAM O 11 DE AGOSTO COM LUTA!




Foi com muita combatividade e luta que os estudantes caruaruenses, organizados pela União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru (UESC) e a União da Juventude Rebelião (UJR), comemoraram o dia do estudante.
No dia 11 de agosto, mais de 200 estudantes foram às ruas reivindicar o meio passe ilimitado na cidade, pois atualmente os estudantes podem comprar somente 50 passes por mês. Também reivindicavam a meia passagem intermunicipal e o livre acesso a universidade.
Com muita agitação e palavras de ordem os estudantes seguiram em passeata até a câmara de vereadores onde estava acontecendo uma audiência pública sobre o Movimento Estudantil.
Com esta manifestação, Caruaru-PE demonstra mais uma vez que a força dos estudantes a cada dia cresce.
Vamos à Luta! Pelo Meio Passe Ilimitado!

Julyanna Morais

sábado, 19 de junho de 2010

Ocupação da Câmara arranca conquista na luta pelo meio-passe







A luta pelo meio-passe para todos os estudantes no transporte coletivo de Belo Horizonte se aproxima mais de ser vitoriosa. No último dia 16 os estudantes tomaram a decisão de não aceitar mais a intransigência da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em relação ao meio-passe. Organizados pela AMES-BH os estudantes demonstraram grande combatividade em duas manifestações que mexeram com a cidade. Na Câmara Municipal, mais de 500 estudantes ocuparam o plenário para exigir a imediata apresentação, pela PBH do projeto de Lei do meio passe. Ao mesmo tempo, a praça sete foi tomada pela luta do meio-passe dando um recado à prefeitura de que não aceitaremos mais o vergonhoso título de BH ser a única capital no país em que os estudantes não têm direito ao meio passe.
Após a manifestação do dia 25 de março deste ano, a prefeitura se comprometeu a apresentar até o fim de abril o projeto de lei do meio-passe. Promessa que não foi cumprida, pois a PBH para proteger o lucro milionário dos empresários do transporte coletivo. O Prefeito, Márcio Lacerda, preferiu interromper as negociações com AMES-BH e tentar enrolar os estudantes, para que o projeto não fosse votado em 2010.
A ocupação da câmara cumpriu um papel imprescindível na luta pelo meio passe, pois mesmo com toda a truculência dos seguranças da Câmara que agrediram fisicamente estudantes além de impedir de beber água e ir ao banheiro durante a mobilização. Na ocupação, afirmamos que só sairíamos com o projeto de lei do meio passe. Essa ação significou uma importante vitória, pois obrigamos o Prefeito de BH a parar o que estava fazendo para reunir-se com os seus secretários para discutir o meio-passe e cumprir o acordo, feito em Maio, com a AMES-BH.
A combatividade dos estudantes fez também a Prefeitura se comprometer, por escrito, a no dia 21 (segunda-feira), apresentar o projeto de lei do meio passe. Também ficou acordada uma reunião no dia 23 (quarta-feira) da AMES-BH com os vereadores para marcar a data da votação do projeto e discutir as propostas da entidade sobre o meio passe.
Depois de 25 anos, a luta pelo meio-passe se aproxima do fim. Nossas mobilizações estão arrancando conquistas históricas, e demonstrando que só quando vamos à luta podemos ter conquistas. Agora é a hora de fortalecermos ainda mais nossas mobilizações e organizarmos uma grande jornada de lutas pela aprovação do meio passe para todos os estudantes em BH e reafirmar a nossa posição de que radicalizaremos e arrancaremos o meio-passe na lei ou na marra.

Gladson Reis
Presidente da AMES-BH

domingo, 13 de junho de 2010

Estudantes do CEFET-MG elegem um Grêmio de luta!




Em junho deste ano, o movimento estudantil secundarista mineiro foi marcado pelas eleições do Grêmio Estudantil do CEFET-MG. No decorrer das campanhas eleitorais houve pequenos conflitos e muita disputa entre as três chapas concorrentes, a “Chapa Ação”, “Atitude” e “Algo a Dizer”, cuja vencedora teve 80% dos votos, a chapa “Algo a Dizer”.
As eleições para o Grêmio do CEFET-MG ocorreram no dia 1° de junho, terça-feira, acumulando 1016 votos no total (quase 400 votos a mais que a última eleição), dentre os quais 813 foram para a chapa vencedora “Algo a Dizer”, 163 para a “Chapa Ação” e 25 para a chapa “Atitude”. Observando-se o histórico das três chapas é possível entender essa diferença esmagadora de votos.
A Chapa Atitude, detentora dos dois mandatos anteriores, agia como grêmio apenas nos períodos eleitorais, ausentando-se de lutas pelos direitos dos estudantes e deixando de realizar atividades na escola para os alunos. Caminhando no mesmo sentido encontrava-se A Chapa Ação, que realizou uma campanha eleitoral despolitizada, apelando para a compra de votos em troca de suco, além de ter sido apoiada por grupos que se escondem por trás de entidades estudantis para venderem a luta dos estudantes pelo meio passe. Já a chapa “Algo a Dizer” trilhou um caminho diferente.
Apoiada pela Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH) e pela União da Juventude Rebelião (UJR), a Chapa “Algo a Dizer” foi formada por mais de 100 estudantes dos dois Campi, distribuídos por todos os cursos e turnos, que compreenderam a necessidade de ter um grêmio forte e representativo no CEFET-MG.
Lutar pelo meio passe junto a AMES-BH e pela permanência do preço do bandejão a R$1,00 foram importantes propostas da chapa “Algo a Dizer” que já estão sendo postas em prática. Outras propostas da Chapa, fundamentais para a eleição, incluem eventos culturais e esportivos cuja finalidade é integrar os alunos em momentos de lazer e entretenimento.
“Algo a Dizer” surgiu como um pequeno movimento formado pelos estudantes, porém mobilizou muitos alunos e transformou-se em uma chapa de proporções históricas. A vitória da chapa “Algo a Dizer” comprovou que os estudantes do CEFET-MG querem um grêmio atuante e representativo, além de demonstrar a força de mudança que os estudantes possuem quando estão unidos.


Sabrina Santana, Secretária Geral do Grêmio do CEFET-MG e
Guilherme Silva, militante da UJR

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Estudantes Fundam ARES ABC



No dia 22 de maio, foi realizado o I Congresso dos Estudantes do ABC , no Sindicato dos Metalúrgicos ABC em São Bernardo do Campo, que tinha como objetivo alem de discutir a relidade da educação, fundar a entidade estudantil ARES ABC (Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC).

O congresso foi iniciado com uma mesa de abertura onde estavam presentes Gladson Reis, Diretor de Relações Internacionais da UBES, Sandino Patriota, representando Coordenação Nacional da UJR, Carolina Vilgi, representando o PCR, Roberto Luciano, do MLB, Neuza, presidente do SINTEPS e o Presidente do Grêmio Henfil da ete Julio de Mesquita, representando a UPES, Vinicios de Carvalho( Pato).

O encontro se dividiu em 2 partes: De manha o debate foi Conjuntura estadual e a educação no estado de São Paulo, onde se discutiu a realidade vivida pelos estudantes da região, como os inúmeros ataques à educação realizado pelo Governo do José Serra (PSDB) e a péssima estrutura nas escolas, não havendo por exemplo papel higiênico nos banheiros, e no lugar de bebedouro se tem tanque de lavar roupa para se beber água. Um tema também muito discutido foi o Caderno do aluno que o governo investe milhões de reais e não se discutiu ou consultou a comunidade escolar e o resultado é que esse “Caderno “é totalmente ultrapassado e com erros gravíssimos como por exemplo, no caderno de geografia existem 2 Paraguais no mapa da America do Sul, fazendo que os professores se desanimem de dar aula e tendando dar aos estudantes atestado de “burrice”.
A tarde o tema foi Movimento Estudantil e a luta pelo passe livre para a região: os grêmios presentes colocaram as dificuldades vividas dentro das escolas e diversos exemplos de autoritarismo por parte das direções de escola (orientadas pela Secretaria de Ensino), que acham que o grêmio tem que ser mais um funcionário da escola e ao invés disso os estudantes,estavam num clima de fazer muita luta.Alem disso a importância de se lutar pelo passe livre na região do ABC foi um dos grandes debates ,pois são grandes as dificuldades de se locomover pois a passagem é bastante cara na região sendo R$ 2,65 trólebus, R$ 2,70 na capital e trem e metro R$ 2,65, o meio passe é controlado pelos empresários e mesmo assim é um absurdo pois se tem que dar por mês R$ 55,00 para obter a cartela do beneficio.

E foi com muitas palavras de ordem do tipo “ areeê eu vou fundar a ARES do ABC” que os Estudantes definiram, por unanimidade a fundação da ARES-ABC e que foi eleita a Chapa Rebele- se, tendo como candidato a Presidente Vinicius de Carvalho (Pato), como objetivo fazer muitas lutas em torno dos interesses dos estudantes como por exemplo a luta pelo passe livre e fim ao caderno do aluno além de garantir atividades culturais e esportivas.
No final do congresso houve apresentação de bandas de rock de estudantes de escolas da região.

Gabriela Valentim 1°diretora de grêmios da UBES e tesoreira da ARES ABC
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sábado, 15 de maio de 2010

600 estudantes vão às ruas em Teresina


No mês de março realizaram-se dois protestos na capital Piauiense, na qual os estudantes organizados pela Ames - Teresina e a UJR - União da Juventude Rebelião estiveram presentes nas ruas, fazendo suas denúncias e reivindicando seus direitos.

O primeiro, no dia 15 de Abril de 2010, em uma audiência pública ocorrida na câmara de vereadores de Teresina, onde os representantes da AMES - Teresina, a UJR e outras lideranças Estudantis, falaram em defesa da Carteira Estudantil e seu controle pelas entidades estudantis, já que hoje está nas mãos da prefeitura e a instalação da CPI na CMEIE (Comissão Expedidora de Identificação Estudantil) para investigar para onde foi dinheiro das carteirinhas, redução do valor das Carteiras para R$ 10,00. Já que, conquistamos a redução em 2009/2010 que foi de R$16,00 para R$14,40.

O segundo protesto foi no dia 25 de Março. Os estudantes percorreram as ruas do centro de Teresina até chegarem ao Palácio do Karnak (sede do Governo do Piauí). Estiveram presente cerca de 600 estudantes das escolas: João Clímaco, Liceu Piauiense, Barão de Gurgueia; José Amável, Joca Vieira, IFPI etc. Dessa vez além da carteira estudantil, a luta foi em defesa da educação, pois se encontra bastante distante de uma boa qualidade, tanto é que faltam: ventiladores ou ar-condicionados nas salas de aula, merenda, reforma nas quadras de esporte e material para prática esportiva, livros para-didáticos, e os alunos são obrigados a pagar por cópia de textos e pelas provas realizadas a cada bimestre.

Através de cartazes, jornais e debates realizados nas escolas a AMES realizou uma grande campanha de conscientização a cerca do PNDH3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos 3), o uso do dinheiro do pré-sal para investir na educação, bem como as demais bandeiras da jornada nacional de março “ Edson Luis Vive”.

Como resultado da jornada, a câmara de vereadores analisa a instalação da CPI da CMEIE; a SEDUC (Secretária de Educação do Piauí), recebeu uma comissão de estudantes, ouviu as reivindicações e se comprometeu apenas a resolver os problemas dos ventiladores e merenda escolar, e as demais situações a secretária disse que o governo não tem dinheiro para investir nas escolas. Que vergonha!

Apesar da repercussão nas TV´s e Jornais escritos de nosso estado, a cerca da crise na educação, nada disso foi o bastante para o governo do Piauí ligado aos partidos PT/PSB/PCdoB/PMDB/PTB, mudarem de postura em relação ao descaso em que se encontra o ensino oferecido aos filhos dos trabalhadores Piauienses.

Para nós estudantes fica a certeza de que a luta deve continuar, e que voltaremos às ruas e venceremos.

Amanda Augusta
Presidente da AMES-TERESINA e MILITANTE da UJR- União da Juventude Rebelião PI/MA


Estudantes do ABC Paulista criarão sua entidade


No dia 22 de maio será realizado o I Congresso dos estudantes da região do Grande ABC, para debater a realidade da educação no Estado de São Paulo, o direito ao transporte público (fortalecendo a bandeira do Passe-livre) e fundar a Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do ABC - ARES-ABC.

O clima nas Escolas é de grande movimentação e organização no processo de construção do encontro, centenas de estudantes já confirmaram presença e vários Grêmio Estudantis estão sendo construídos.

A ARES-ABC nascerá com a finalidade de assegurar os interesses dos estudantes, pois a realidade é de um completo desrespeito por parte do Governo do Estado de São Paulo, com uma política de sucateamento da Educação, que ficou mais clara depois da greve de mais de 1 mês dos trabalhadores em educação. Exemplo disso é a apostila do aluno, onde o Governo investe Rios de Dinheiro Público para confeccionar um material de péssima qualidade (onde o mapa da América Latina, por exemplo não tem o Equador e tem Países repetidos) e que tolhe a capacidade criadora dos professores e estudantes, pois cobra o preenchimento da questões da apostila.

E mais, é muito grande a repressão que o movimento estudantil sofre para organizar os estudantes, e para piorar não existe nenhium controle dos estudantes sobre o Meio-passe que hoje é limitado apenas para o estudante ir e voltar da escola e distribuído pelos próprios empresários.

A UJR - União da Juventude Rebelião, junto as diretorias eleitas pela Chapa Rebele-se na UBES e UPES além das UMES de Diadema, São Bernardo do Campo e de diversos Grêmios Estudantis realizou no dia 5 de março um ato contra a tentativa que o governo de são Paulo (Jose serra
PSDB) de privatizar as escolas técnicas estaduais as (ETE’s).

Por tantos motivos a criação de uma entidade estudantil no ABC Paulista é necessário no sentido de transformar a realidade da educação e dos Estudantes de uma forma geral e fortalecer a luta por um País Livre e Socialista.

Gabriela Soares Valentim 1a Diretora de Grêmios da UBES

A UESM e lideranças estudantis convocam audiência PÚBLICA NA ETUFOR



No dia 28 de abril a União dos Estudantes Secundarista da Região Metropolitana de Fortaleza - UESM em conjunto aos grêmios e lideranças das escolas públicas Paulo Freire, Presidente Castelo Branco, V-10, Adauto Bezerra, Deputado Manuel Rodrigues, Escola Profissionalizante Joquiam Albano e Caic-Mucuripe, realizaram uma audiência pública com a ETUFOR- Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza S/A,órgão responsável pela fiscalização do processo de carteira de estudante .

A pauta da audiência é sobre o quadro de privação do direito a carteira estudantil. Atualmente, é 30 mil estudantes pagando inteira, vários estudantes sendo constrangidos e reprimidos ao utilizar a sua a meia passagem e a meia-cultural. Como o caso do estudante que teve sua carteira quebrada pelo trocador que não reconheceu sua foto na carteira devido ser do ano de 2007. Outra estudante foi passar no ônibus e sua carteira parou de funcionar devido ser do ano de 2007, teve que pagar inteira e gasta diariamente R$ 8,00 só de passagens de ônibus. “Isso tudo é descontado do meu salário e fica muito difícil pra mim” afirmou Andrea da Silva – estudante do Castelo Branco. Outro problema é com meia-cultural, nos últimos clássicos do Fortaleza e do Ceará no Castelão vários estudantes foram barrados.

Diante dessa situação, 50 lideranças estudantis foram recepcionadas debaixo do calor, no espaço de atendimento ao estudante. Fizemos desse momento um espaço de debate e denúncias, quando presenciamos uma senhora que passou mau diante das condições do local.

Depois de muito esperar fomos atendidos pelo advogado da ETUFOR que nos recepcionou com uma série de desculpas e impossibilidades de sermos atendidos, pois o presidente da ETUFOR – Sr. Adelmar Godim estava reunido com o SINDVANS-Sindicato dos Empresários de Vans. Numa demonstração clara de firmeza nos mantivemos até termos a presença do presidente.

O presidente Ademar Godim foi obrigado a ouvir as declarações dos estudantes e com um ar de deboche foi respondendo e fez declarações irresponsáveis, como a responsabilização das entidades estudantis sobre o atraso das carteiras estudantis das escolas públicas e que o estudante poderia fazer sua carteira quando quiser. Tudo desmentido pelo próprio Ademar Gondim.

Insatisfeitos marcaram para as 14h, uma audiência presente em uma sala, com uma comissão de 12 estudantes fomos atendidos as 15h30. Questionamos o atraso das carteiras das escolas públicas, a possibilidade do estudante fazer sua carteira e o posicionamento da ETUFOR em relação à restrição da meia cultura.

Resultado: sobre os atrasos os estudantes novatos têm que cobrar a Direção da escola, o envio de seus dados para a ETUFOR confeccionar a carteira gratuita que tem um prazo de 35 dias para ser entregue. Os veteranos será revalidação até 2011. A prefeitura de Fortaleza proíbe o estudante que queira pagar sua carteira, além disso, as entidades estudantis responsáveis pela confecção não podem fazer a carteira.

Tudo para manter a promessa de eleição da Prefeitura, que se comprometeu em pagar as carteiras de estudantes de escolas e instituições públicas, cumprir em 2006 e 2007, depois começou a revalidar as careiras numa falsa propaganda de que está pagando as carteiras.

Sobre a meia-cultural, A ETUFOR – órgão fiscalizador – não se responsabilizou sobre essa questão.

Por isso, que a UESM, a União da Juventude Rebelião e os grêmios filiados estarão realizando no dia 13 de maio, caracterizado como dia da assinatura da libertação dos escravos, também será o dia da libertação dos estudantes. O direito de ir e vir e a cultura e o lazer é direito da juventude fortalezense. A carteira estudantil é uma conquista dos estudantes, portanto deva ser os estudantes através de suas entidades representativas que tenha o direito de confeccionar e não as Máfias de carteiras, a prefeitura e os empresários.

Todos nas ruas!
DIA 13 de maio é dia da Libertação do Estudante.
Ninguém nos segura, a carteira é nossa!

Tatiane Albuquerque – Diretora de Escolas Públicas da UBES e Presidente da UESM

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ESTUDANTES OCUPAM SECRETARIA DE EDUCAÇÃO EM ALAGOAS!


A falta de professores, estrutura caótica nas salas de aula (a ponto de ser registrada a queda de uma telha na cabeça de um estudante), obras pendentes e atraso no calendário escolar servem para ilustrar o quadro da educação pública no estado de Alagoas. Para fechar esse “tratamento” dispensado pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Educação, foi apresentado no fim de 2009 a proposta de criação de Organizações Sociais para gerir a educação e a saúde no Estado, numa clara privatização dos serviços públicos.

Assim, após a visita e a mobilização em escolas da rede estadual de Alagoas, organizados pela União Secundarista dos Estudantes de Alagoas, mais de 400 estudantes vindos das escolas Margarez Lacet e Ovídio Edgar no Tabuleiro, e Afrânio Lages, Laura Dantas, Princesa Isabel, Premen e Moreira e Silva vindos do CEPA ocuparam a Fernandes Lima, principal avenida da capital, denunciando o descaso com a educação pública e apresentando uma extensa pauta de reivindicações.


Depois de fechar o trânsito e causar um enorme congestionamento, os estudantes se dirigiram até a Secretaria Estadual de Educação onde promoveram uma ocupação para só sair de lá após audiência com a secretaria. Na secretaria, uma comissão formada por representantes de todas as escolas e da USEA participou de audiência com o Sr. Neilton Nunes, superintendente geral da secretaria que recebeu os estudantes e após contato com o Secretário Rogério Teófilo foi marcada para terça-feira nova audiência para os encaminhamentos das solicitações apresentadas.

“Essa manifestação mostrou a disposição de luta dos estudantes e, mesmo com as dificuldades do calendário escolar, conseguimos fazer uma boa mobilização. Continuaremos mobilizados para garantir nossos direitos, e estaremos cobrando e exigindo da Secretaria os encaminhamentos dos problemas das escolas”, declarou Rafael de Almeida, diretor da USEA.

A mobilização fez parte da jornada nacional de lutas em homenagem a Edson Luís, assassinado pela ditadura militar em 1968 e lembrado nas últimas mobilizações no mês de março. Durante a manifestação as pautas nacionais do fim do pagamento da dívida pública e do monopólio estatal do petróleo para garantir investimentos para a população foram apresentadas ao longo da passeata.

Durante o ato, vários estudantes usaram da palavra e fizeram referência a proposta levantada pela prefeitura de Maceió de no próximo mês aumentar as tarifas no transporte coletivo. “Esse foi o primeiro recado que queremos dar ao prefeito Cícero Almeida. Vamos parar a cidade se os empresários e a prefeitura tentarem aumentar as passagens. O direito dos estudantes já é atacado sem o passe livre e com uma passagem tão cara (R$2,00). Vai ser ocupando as ruas que vamos barrar esse aumento.” declarou Esio Melo, da coordenação estadual da UJR.

Veja ainda links da ocupação da secretaria:

http://www.tudonahora.com.br/noticia/ ... da-secretaria-de-educacao
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=202887

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CAMPANHA NACIONAL “Construir os Grêmios, Reconstruir a UBES”


A juventude brasileira já cumpriu um importante papel nas decisões e mudanças políticas no nosso país, como a defesa do Monopólio Estatal do Petróleo, que resultou na criação da Petrobrás, a luta contra a ditadura militar fascista, momento onde várias lideranças estudantis foram barbaramente assassinadas e torturadas, a histórica passeata dos Cem Mil, a defesa da anistia e as mobilizações do “Fora Collor”.
Hoje a juventude sofre com grandes ataques aos seus interesses, como aumentos abusivos das tarifas de transportes, um processo de sucateamento e privatização da educação brasileira. Isso acontece porque os poderosos desviam rios de dinheiro público para garantir seus interesses, através do pagamento da dívida pública e da privatização das riquezas naturais.
Para dar resposta a esses ataques é fundamental a organização dos grêmios estudantis, pois só eles permitem ao movimento um grande poder de mobilização e comunicação constante com o conjunto dos estudantes.
Nesse sentido a 1a diretoria de Grêmios da UBES convoca para os meses de Março e Abril a Campanha Nacional de Construção de Grêmios Estudantis “Construir os Grêmios, Reconstruir a UBES”, quando devemos ousar e organizar os estudantes das principais escolas do País, no sentido de fortalecer o movimento estudantil combativo.

Gabriela Soares Valentim, 1a Diretora de Grêmios da UBES e Militante da UJR.


Faça o download da cartilha clique neste link: http://www.megaupload.com/?d=5E3H4GC7

MG: Estudantes Retomam a luta pelo Meio Passe em BH



A luta pelo meio passe no transporte coletivo para todos os estudantes em Belo Horizonte já dura quase 30 anos, e a cada dia que passa a vitória dos estudantes belorizontinos se aproxima, no dia 25 de março mais de 2500 estudantes de cerca de 20 escolas organizados pela Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da grande Belo Horizonte – AMES-BH e pela União da Juventude Rebelião - UJR na jornada nacional de lutas “dinheiro público para a educação pública” foram às ruas da capital mineira reivindicar esse direito.


O prefeito Márcio Lacerda afirma que a prefeitura não tem dinheiro para garantir o meio passe para todos os estudantes e que a prefeitura está estudando esse beneficio apenas para estudantes que participem de algum programa social e que moram longe de onde estudam, um número insignificante de estudantes.

Porém os lucros e regalias da máfia das empresas de ônibus crescem a cada dia mais, tendo hoje um monopólio onde apenas 4 empresas mandam e desmandam no transporte coletivo de Belo Horizonte. A pesquisa realizada pela agência das nações unidas para habitação ONU HABITAT onde Belo Horizonte está entre as 15 cidades com maior desigualdade de renda do mundo, prova que há anos a prioridade do poder público em Belo Horizonte é beneficiar as grandes empresas e a burguesia da cidade.

Além de enfrentar a intransigência da prefeitura e a poderosa máfia dos empresários do transporte coletivo, como inimigos, o grupo de oportunistas da UJS, à margem do movimento real e das lideranças, vem tentando fazer uma negociata com a prefeitura usando o nome da UBES e a luta dos estudantes para forjar um acordo por debaixo dos panos.

Mas a resposta a postura da prefeitura foi a grande manifestação ocorrida no dia 25 de março, que saiu da Praça Sete e foi à sede do executivo municipal, onde uma comissão de estudantes foi recebida pelo assessor do prefeito Márcio Lacerda e, Otílio Prado e pelo líder da Câmara dos Vereadores, o vereador Paulo Lamac. A comissão de lideranças estudantis foi composta pelo presidente da AMES-BH e do grêmio do Colégio Estadual Central, Gladson Reis, do Vice-Presidente da UBES, Gregorio Gould, de leonrdo Péricles, diretor da UNE e de Matheus Malta, diretor da UEE-MG, entre outros estudantes. Os estudantes criticaram a tentativa da prefeitura de excluir a AMES-BH do processo de discussão sobre o meio-passe, ressaltando que os estudantes não vão sair das ruas, enquanto não for garantido o direito ao passe para todos os estudantes de BH. A resposta da Prefeitura é fazer uma reunião até o inicio de abril em que será apresentada uma proposta aos estudantes para ser encaminhada à votação na Câmara Municipal
Agora o momento é retornar as salas de aula para dar continuidade à mobilização e organizar as próximas manifestações até a conquista.

Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande BH (AMES-BH)


PE: Estudantes denunciam o sucateamento das escolas






A Jornada em Pernambuco teve a sua concentração em frente ao Ginásio Pernambucano, símbolo de luta e principal ponto de concentração dos protestos dos estudantes neste estado. Mais de 400 estudantes, vindos de cidades da Região Metropolitana do Recife, como Olinda, Jaboatão e Camaragibe, além de estudantes de Carpina, na Zona da mata Norte, seguiram em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista, uma das principais da cidade, onde foram, em vários momentos aplaudidos pela população, que ao longo do percurso feito pela avenida jogava papel picado do alto dos prédios, demonstrando o seu apoio aos jovens. Nesse ano, a Jornada Nacional de Lutas em Pernambuco, contou ainda com a participação do Movimento Universitário.


Estiveram presentes os Diretórios Centrais dos Estudantes da Universidade Católica de Pernambuco e da Universidade Federal Rural de Pernambuco, além do Movimento Correnteza da Universidade Federal de Pernambuco, que hoje está à frente da direção da Comissão Gestora do DCE, além da participação da União Nacional dos Estudantes - UNE.

Jornada nas Universidades aconteceu, principalmente a partir das ocupações das reitorias, como foi na Unicap, pelo fim das taxas e contra o aumento de mensalidades e, na UFRPE, onde os estudantes, junto com o DCE, ocuparam o Restaurante Universitário e conquistaram a redução dos preços (de R$ 6, para R$ 3, além da gratuidade para 600 pessoas).

No dia 25 de março, a passeata seguiu em direção à Secretaria de Educação do Estado, onde os estudantes se concentraram até serem recebidas, em comissão, pela Secretária Executiva de Gestão e Rede, Margareth Zaponni, que recebeu dos estudantes além das reivindicações nacionais, foi entregue um dossiê dos problemas enfrentado nas principais escolas da região metropolitana questões básicas como mais segurança, laboratórios, quadras esportivas, professores, em algumas escolas a situação chega a ser mais crítica, falta até mesmo água para o consumo dos estudantes.

A secretária se comprometeu em resolver os problemas emergenciais e, dentro de trinta dias, reunir-se novamente com os estudantes para acompanhar o desenvolvimento das reivindicações e o cumprimento dos prazos e promessas feitos pela Secretaria de Educação.

Thays Santos - Presidente da UESPE

RJ: Luta dos Estudantes Cariocas



A AERJ, nesse ultimo dia 24, convocou todos os estudantes a irem para as ruas e se manifestarem em defesa de um passe livre e sob controle dos estudantes, que o dinheiro publico seja investido em educação publica, pela estatização de todo o petróleo e pela aprovação do PNDH3.

Mais de 2000 estudantes fecharam o centro do Rio de Janeiro para lutar contra todos os ataques ao nosso direito do passe livre, que ano após ano é reduzida a quantidade de passagem que os estudantes têm direito. Um novo cartão da secretaria de educação, conhecido como “coleira eletrônica” bloqueia o passe livre dos estudantes e manda um SMS para os pais caso o aluno falte a aula por 3 dias consecutivos.

Por isso a AERJ fez um projeto de lei que garante um passe realmente livre e sob o controle dos estudantes através de sua entidade. Pois temos a certeza de que os jovens precisam mais do que apenas ir e voltar da escola, precisam também ter acesso a cultura, lazer e etc. E somente um passe realmente livre e sob o controle dos estudantes ao invés dos empresários é que garantirá isso.

O papel da nossa juventude para realização dessa jornada foi determinante. Garantimos a politização dessa jornada, nossos militantes estiveram na linha de frente da mobilização e do ato, distribuímos um material chamando os jovens a se organizarem nas fileiras da União da Juventude Rebelião e lutarem pelo socialismo.
Apoiaram e ajudaram a construir essa jornada também diversas entidades e movimentos de luta como o SINTRASEF, o MLC, a ASCPDERJ, o SINDSPETRO, SINDSCOPE e outros.

Rafael Buruga - Coordenação Estadual do RJ


BA: Estudantes Ocupam DIREC-02

Fruto da Jornada Nacional de Lutas da União Brasileira dos Estudantes - “Dinheiro Público, Para a Educação Pública”, mais de 300 estudantes ocuparam o prédio da Diretoria Regional de Educação (DIREC – 02) de Feira de Santana (110 km de Salvador), na tarde do dia 24 de março de 2010.

A manifestação começou às 14h, estudantes partiram em passeata de diversas escolas da cidade em direção à Praça do Instituto de Educação Gastão Guimarães, ponto tradicional de saída de manifestações estudantis.

O protesto foi organizado pela Associação Municipal dos Estudantes (AMES), pelos Grêmios dos Colégios: Gastão Guimarães, Teotônio Vilela, Assis, Luis Eduardo e pelas comissões do ECASSA, Carmem Andrade e Imaculada Conceição, além da participação dos diretores da Associação Baiana dos Estudantes (ABES) e da União da Juventude Rebelião (UJR).

Durante o percurso, indignados, os estudantes denunciaram a qualidade da educação na cidade, na Bahia e no país, a falta de investimentos e a falta de professores, livros e principalmente, a péssima estrutura das unidades de ensino.

Segundo Bruno Ribeiro, estudante do Gastão e presidente da AMES, “a situação das escolas é gritante, quando chove molha dentro das salas de aulas inviabilizando os estudos”. Para Eslane da Paixão, Diretora da ABES, “os estudantes correm perigo, já que em 2009 um ventilador caiu na cabeça de uma aluna do Colégio Estadual João Barbosa de Carvalho”.

Durante a ocupação uma comissão, com diretores das entidades e representantes das escolas, foi recebida pelo Diretor da DIREC, Eutímio Alemida. A comissão colou a dificuldade de ser recebida anteriormente para tratar das reivindicações e perseguição de algumas direções escolares ao movimento estudantil como, por exemplo, a direção do Gastão Guimarães, que suspendeu uma aluna por ajudar na mobilização.

O Diretor da DIREC disse que buscaria soluções para os diversos problemas apresentados, entretanto não se comprometeu com prazos. Antes de desocuparem o prédio, em Assembléia, os estudantes deram um prazo de um mês para a resolução dos problemas.

Para Iracema Santos, da coordenação nacional da UJR, “a mobilização foi importante e demonstra que os estudantes estão preocupados e lutando pelo futuro, pois não podemos permitir que aconteça como ano passado onde 375 mil alunos deixaram de estudar”, observa.